Ainda antes do embarque longas filas para controle de
passaporte marcam o início do segundo capítulo da jornada. Um mega avião com
primor de conforto, televisão só com programação boa e tudo em alta tecnologia,
e além do mais, uma excelente comida,entretanto, nem tudo são flores e logo me
deparo com todos comissários falando espanhol, e deixarei bem claro ao longo
dos posts a minha não muita simpatia por espanhol.Diante disso o que fazer?
Faça como meu, fale apenas inglês e finja não entender espanhol, e descubra
como talvez seu inglês soe para nativos.
Uma rápida conexão no Peru marca minha primeira ‘visita’ à
um país diferente do meu de origem.Fica aquela sensação estranha, algo meio
surreal,não sei descrever. Despedido de Lima vou-me direto ao destino final,
muito sono pontuam toda a segunda parte, com uma interessante exceção. E o nome
de exceção é : Havana. Vejo no mapa que estamos próximos à Cuba, olho para
janela e vivo algo incrível,você pode achar um pouco bobo, mas esse momento
teve alguns pontos distintos.
O primeiro deles é saber que abaixo de você está um dos
poucos países comunistas restantes, símbolo de um fracasso, opressão , uma
sonho frustrado, o alimento de muitos acadêmicos, não sei. Apenas sei de homens
de Deus que deram suas vidas em prol de outros cumprindo a missão do Evangelho,
uma tristeza profunda por aqueles perseguidos por sua fé nos dias de outrora e
os que ainda sofrem.Ao ver a costa cubana lembrei-me também dos que diariamente
vão em botes, pequenos barcos e outros meios em direção a não tão longe
‘América’ em busca de uma vida digna, quantos perderam suas vidas nessa
jornada, quantas famílias já choraram por homens e mulheres que tentaram fazer
esse trecho?
Já em costa americana se inicia aquilo que chamei
poeticamente de ‘jornada’. E para começar já é visível uma noção de
organização,beleza e limpeza sem igual. Pode me chamar de ‘puxa saco’ ,
‘babaca’, sei lá, mas eles entenderam alguns aspectos da sociedade que nós
estamos longe ainda de compreender. Highways de alta velocidade,conforto e
segurança pontuam uma facilidade e mobilidade sem igual, além do alto número de
carros e acesso à grandes e luxuosos carros que o preço de um popular ‘pelado’
no Brasil pagaria facilmente.
Um mega aeroporto com tecnologia e praticidade invejáveis
marcam sua vez, porém, um controle de imigração rigoroso e invasivo deixam sua
marca registrada. Além disso reitero, falo português e não espanhol, avisem aos
da Flórida por favor. Já liberado pelo US Border Control descubro que preciso
de moedas pra usar o telefone, e aí entra José Benitez, a package men , o
primeiro americano(apesar do nome) com quem falo inglês em território
americano. Peço ele um meio de arrumar moedas e ele gentilmente cede seu
telefone, algo engraçado, mas me faz perceber minha capacidade de
‘entrosar’.Fecho o post com momentos de ‘estado de choque’ ao ir para a casa do
meu primo, não consigo descrever as vias, sinalização, comércio e outras tantas
coisas no caminho.Preciso absorver melhor ainda tudo isso.Até o próximo capítulo.
No comments:
Post a Comment