Thursday, December 27, 2012

The Totally Unexpected Journey - Part II


     Ainda antes do embarque longas filas para controle de passaporte marcam o início do segundo capítulo da jornada. Um mega avião com primor de conforto, televisão só com programação boa e tudo em alta tecnologia, e além do mais, uma excelente comida,entretanto, nem tudo são flores e logo me deparo com todos comissários falando espanhol, e deixarei bem claro ao longo dos posts a minha não muita simpatia por espanhol.Diante disso o que fazer? Faça como meu, fale apenas inglês e finja não entender espanhol, e descubra como talvez seu inglês soe para nativos.
     Uma rápida conexão no Peru marca minha primeira ‘visita’ à um país diferente do meu de origem.Fica aquela sensação estranha, algo meio surreal,não sei descrever. Despedido de Lima vou-me direto ao destino final, muito sono pontuam toda a segunda parte, com uma interessante exceção. E o nome de exceção é : Havana. Vejo no mapa que estamos próximos à Cuba, olho para janela e vivo algo incrível,você pode achar um pouco bobo, mas esse momento teve alguns pontos distintos.
     O primeiro deles é saber que abaixo de você está um dos poucos países comunistas restantes, símbolo de um fracasso, opressão , uma sonho frustrado, o alimento de muitos acadêmicos, não sei. Apenas sei de homens de Deus que deram suas vidas em prol de outros cumprindo a missão do Evangelho, uma tristeza profunda por aqueles perseguidos por sua fé nos dias de outrora e os que ainda sofrem.Ao ver a costa cubana lembrei-me também dos que diariamente vão em botes, pequenos barcos e outros meios em direção a não tão longe ‘América’ em busca de uma vida digna, quantos perderam suas vidas nessa jornada, quantas famílias já choraram por homens e mulheres que tentaram fazer esse trecho?
     Já em costa americana se inicia aquilo que chamei poeticamente de ‘jornada’. E para começar já é visível uma noção de organização,beleza e limpeza sem igual. Pode me chamar de ‘puxa saco’ , ‘babaca’, sei lá, mas eles entenderam alguns aspectos da sociedade que nós estamos longe ainda de compreender. Highways de alta velocidade,conforto e segurança pontuam uma facilidade e mobilidade sem igual, além do alto número de carros e acesso à grandes e luxuosos carros que o preço de um popular ‘pelado’ no Brasil pagaria facilmente.
     Um mega aeroporto com tecnologia e praticidade invejáveis marcam sua vez, porém, um controle de imigração rigoroso e invasivo deixam sua marca registrada. Além disso reitero, falo português e não espanhol, avisem aos da Flórida por favor. Já liberado pelo US Border Control descubro que preciso de moedas pra usar o telefone, e aí entra José Benitez, a package men , o primeiro americano(apesar do nome) com quem falo inglês em território americano. Peço ele um meio de arrumar moedas e ele gentilmente cede seu telefone, algo engraçado, mas me faz perceber minha capacidade de ‘entrosar’.Fecho o post com momentos de ‘estado de choque’ ao ir para a casa do meu primo, não consigo descrever as vias, sinalização, comércio e outras tantas coisas no caminho.Preciso absorver melhor ainda tudo isso.Até o próximo capítulo.

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