E começa aqui
o início de mais uma jornada em solo americano, e o destino : New York City, a
cidade que não dorme, o centro do mundo , cidade das luzes, entre tantos outros
‘nomes’.Logo em La Guardia já sinto o intenso frio que tem dado a batida desde
então.Confesso que ao sair e ver os famosos ‘Yellow Cabs’’ meu coração ficou
disparado, afinal de contas , havia caído a ficha que eu estava na cidade dos
filmes de Hollywood, a dos quadrinhos , dos desenhos animados, a ‘capital do
mundo’,aquela que foi cenário de grandes momentos da minha infância.
Um pouco de
chuva não me permite ver muito bem as primeiras impressões da cidade, mas logo
chegando à estação de metrô já começo a perceber o ritmo da cidade, em pleno
natal, as 01 da manhã, muita gente ainda nas ruas. Cartão do metrô rapidamente
comprado e destino já traçado parto para Jersey, meu QG, casa da minha querida
tia e primo que por alguns anos já vivem por aqui. Ver a imensidão das linhas
de metrô e as milhares de saídas e entradas me assusta um pouco e confesso que
ficar perdido e ter que pedir informação é algo rotineiro.
De fato as
linhas de metrô e trem varrem todo a ilha de Manhattan e arredores, mas existe
uma coisa chamada ‘ Hurricane Sandy’ , guarde esse nome. Com a ajuda do Maps,
vejo que as Path Trains são a melhor opção, mas pra minha surpresa, na
madrugada e com malas na noite de natal me deparo com portas fechadas , lembra
daquilo que falei pra você gravar o nome ? Culpa do Sandy, e em outros posts
essa senhora furiosa aparecerá mais uma vez.
Madrugada,
cansaço e estar em NY desorientado não é algo legal. É hora de praticar o
inglês e descobrir que as palavrinhas mágicas da educação são fundamentais
nesta terra, e que ‘ How are you? ‘ , ‘ excuse me ‘ e outras são as chaves como
as de um cadeado que abrirão o baú da informação que você precisa. Mas não se
engane, há alguns ‘cadeados’ que nem maçaricos abrem, não se chateie , bola pra
frente e não tenha medo de perguntar.
Então, descubro que há uma alternativa em
outra estação para ir de ônibus, chegando lá depois de errar alguns caminhos e
alguns terminais errados, chego a Port Authority Bus Terminal , mas aí aparece
de novo minha querida amiga : Sandy.
As duas vias
de acesso para Jersey fechadas devido ao furacão, o que fazer ? É hora do Super
Glen , the Super Cousin salvar a noite, sem nenhuma opção restante restou-me
ligar para o primo que bem rapidamente chega e me busca. Quanto aos malucos e
‘alheios’ do metrô, sim eles existem, medo, riso, desconfiança, é isso que eles
despertam. Mas a diversidade étnica e cultural visível ganha destaque.Ver ao
mesmo tempo indianos, iraquianos, chineses e gente de todo o mundo é como se
estivesse em uma Torre de Babel sobre trilhos. O que trouxe essas pessoas até
aqui ? American Dream ? Refúgio Político ? O que faz de NY esse centro mundial
? Deixo agora, e continuarei deixando algumas reflexões que me encabulam, saia
da sua ‘comfort zone’ , pense um pouco.Já em casa em segurança,sono e alegria
pra um novo dia começar nessa terra à beira mar. (Sim eu gosto de rimar)
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